Moçambique: Conversa com Ângela Ferreira - “Desembrulhar, desenredar, desemaranhar”

Publicado em quinta, 11 maio 2017 14:08

O Camões – Centro Cultural Português em Maputo promove uma conversa com a artista Ângela Ferreira, que terá lugar dia 11 de maio, às 18h00, no seguimento da inauguração da exposição individual intitulada South Facing na Johannesburg Art Gallery (África do Sul).

A conversa que terá lugar no Camões em Maputo tem por mote “Desembrulhar, desenredar, desemaranhar” e contará com a presença e intervenção da artista Ângela Ferreira, da curadora da exposição de Joanesburgo, Amy Watson, e com a moderação de Alda Costa.

Ângela Ferreira falará sobre o seu trabalho que, nos últimos anos, se tem focado no desenredar da sua relação com Moçambique e que tem como preocupação o desenvolvimento de metáforas e comentários políticos a partir de investigações críticas em torno de edifícios, filmes e fotografias etnográficas. Projetos como Amnésia (1997), Zip Zap Circus School (2000-2), For Mozambique (2008), Carlos Cardoso - Direto ao Assunto (2010), Collapsing Structures/Talking Buildings (2012), Political Cameras (from the Mozambique series) 2011, Estudos para Monumento a Jean Rouch em Moçambique (2011 e 2012), Monte Mabu (2013) e A Tendency to Forget (2015) são ponto de partida para uma reflexão sobre utopias políticas e sobre o papel de projetos científicos e experimentações culturais em Moçambique.

Estando a presença de Ângela Ferreira associada à exposição South Facing, que estará patente na Johannesburg Art Gallery (JAG), entre 7 de maio e 30 de julho de 2017, com o apoio do Camões, I.P. e da Embaixada de Portugal na África do Sul, será ainda feita uma apresentação da exposição que inclui trabalhos recentes, trabalhos anteriores nunca expostos e um novo trabalho, encomendado pela galeria, em reação à extensão Meyer Pienaar. Construída em 1989 durante os anos finais do apartheid, esta extensão tinha por intenção criar uma transição pública mais acessível entre o edifício original neoclássico da era colonial e o parque urbano adjacente. Problemas estruturais inerentes resultaram no fecho temporário da JAG em 2017, criando a oportunidade de reexaminar a relação entre uma instituição vista como um símbolo de elitismo e o seu emergente contexto urbano, multicultural e pós-apartheid. Este novo trabalho de Ângela Ferreira representa também um alargamento das suas investigações à história da exploração mineira da era colonial na África do Sul e na República Democrática do Congo (Stone Free, 2012, e Entrer dans la Mine, 2013).

A exposição é acompanhada de um catálogo com textos de Jürgen Bock, Alda Costa e Rafael Mouzinho, Pamila Gupta, Noëleen Murray e Amy Watson.

Esta iniciativa conta com o apoio do Camões – Centro Cultural Português em Maputo, do Ministério da Cultura do Governo de Portugal e da Direção-Geral das Artes, através do Programa de Apoio à Internacionalização, da Fundação Calouste Gulbenkian e da Faculdade de Belas Artes da Universidade de Lisboa.

 

 

Camões, I.P.
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