Gonçalo M. Tavares no Festival ‘Passa Porta’ de Bruxelas

Gonçalo M. Tavares vai participar, com o apoio da Embaixada de Portugal e do Instituto Camões, no Festival cultural Passa Porta, que decorrerá em Bruxelas, de 24 a 27 de março. O escritor português marcará presença em vários momentos do festival que, durante quatro dias, anima a capital belga de dois em dois anos.

 «Perto de uma centena de encontros, debates, descobertas e leituras declinarão o tema desta edição: On the move», dizem os organizadores do festival de 2011 – a casa internacional das literaturas Passa Porta, existente em Bruxelas desde 2004. «Deslocar-se, partir, viajar, migrar, descobrir-se, fugir… viagens reais ou imaginárias, partidas forçadas ou voluntárias, exílios e errâncias» – são estas preocupações que estarão presentes nos eventos do festival.

Gonçalo M. Tavares intervém a 25 de março na iniciativa Letters To Europe, na qual, «escritores vindos de todos os horizontes, interpelam a Europa numa carta», em que o continente, «terra do leite e do mel», é questionado na sua construção e nas suas fronteiras. Os autores – Salem Zenia, Azouz Begag, Mahi Binebine, Faraj Bayrakdar, Pierre Mertens, para além de Tavares – «são por vezes duros e críticos, por vezes cheios de esperança e de entusiasmo, mas mostram-se sempre curiosos sobre o futuro de velho continente».

Na apoteose do festival, a 27 de março, o autor de Uma Viagem à Índia, a sua mais recente obra, estará entre a centena de escritores que, espalhados pelo centro de Bruxelas, se encontrará com os seus leitores em várias línguas, numa iniciativa intitulada Parcours, encerrada pelo romancista turco Orhan Pamuk.

O escritor português é ainda um dos três autores hóspedes do festival (os outros são o belga Peter Terrin e o croata Igor Stiks) integrantes da antologia anual Best European Fiction, da editora norte-americana Dalkey Archive Press, com os quais vai falar a 27 de março em Bruxelas o editor John O’Brien, que apresentará também o seu fundo editorial virado para a literatura contemporânea não americana.

 No mesmo dia, a terminar a sua digressão pela capital belga, Gonçalo M. Tavares falará nos Ateliers de la Monnaie com Harrie Lemmens – um tradutor para holandês de Fernando Pessoa, Eça de Queirós, José Saramago, Lobo Antunes e Mia Couto – das «angústias e nevroses do homem pós-moderno e da sua incapacidade para permanecer num local».

 

 

Camões, I.P.
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