Luanda: Exposição Coletiva “100tenário de Camilo Pessanha”, na 14.ª edição do LiterArte
- Calendário
- Camões, I.P.
- Data
- 24.03.2026 - 15.04.2026
- Localização
- Centro Cultural Português em Luanda
Descrição
A exposição coletiva “100tenário de Camilo Pessanha”, integrada na 14.ª edição do LiterArte, será inaugurada a 24 de março de 2026, às 17h30, no Camões – Centro Cultural Português em Luanda, onde ficará patente até 15 de abril de 2026.
A mostra reúne 14 artistas que se inspiraram em três poemas de Camilo Pessanha, “Caminho”, “Vénus” e “Voz Débil que Passas”, para desenvolver um conjunto de 28 obras. A partir desta base literária, a complexidade da escrita do poeta coloca-se como motor do processo criativo, conduzindo à exploração de diferentes técnicas e materiais, como tinta, madeira, papel, metal, linóleo e até café. Entre pintura, escultura, gravura e cerâmica, as obras cruzam diversas correntes artísticas, do surrealismo ao realismo, bem como abordagens contemporâneas, revelando múltiplas interpretações visuais do universo literário de Pessanha.
Sobre a exposição
Tempo, conflito interior, memórias não curadas e sentimentos silenciados moveram Paulo Mayoka, Víctor Somakwendje, Vopsi MoMA e Sureny Fernandes. Suavidade, sensibilidade e introspeção conduziram Laysa Marques, Márcia Simão, Tatiana Ana e Maria Brandão, que, com delicadeza, modelaram e pincelaram os detalhes da liberdade.
A exposição também nos convida a uma expedição poética. Ima Tchitanga, Josimar Kiximba, Imanni da Silva e SVAM seguem o mesmo caminho, não de um vazio, mas um percurso que enxerga fé e sonhos. Jenny Marques convida-nos a partilhar a mesma taça de vinho, numa estrada onde floresce um jardim e o tempo parece não ter pressa. Em “Vénus”, encontramos uma viagem singular entre o “eu” e o ideal feminino, marcada por uma nostalgia incerta. Em “Caminho”, emerge o conflito entre a vida e o tempo, sonhos complexos que se perdem e deixam o homem exausto e solitário. Já em “Voz Débil que Passas”, surgem temas como a indiferença, a morte e o vazio, numa personificação do fim ou da agonia de quem a atravessa.
Mais do que uma exposição de artes plásticas, esta mostra representa um encontro entre gerações, unindo uma nova geração de artistas angolanos a um dos maiores nomes da literatura portuguesa.