A Presidência Brasileira da COP30 apresentou, no dia 11 de junho de 2026, a Aliança para a implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAP, na sigla inglesa), num evento à margem das sessões técnicas de Bona da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Alterações Climáticas (UNFCCC, na sigla em inglês).
Conforme foi sublinhado por Ana Toni, CEO da COP30, esta Aliança internacional tem três grandes objetivos: 1) Promover a colaboração global na implementação dos Planos Nacionais de Adaptação (NAP); 2) Promover os ambientes propícios ao investimento e ao financiamento e 3) Promover a participação do setor privado no financiamento dos NAP.
A iniciativa tem o apoio técnico do PNUD Climate Promise, tendo o evento permitido um diálogo construtivo entre fundos climáticos (Fundo Verde para o Clima), organizações multilaterais (Global Adaptation Network) e as Partes da Convenção, sob a urgência de avançar no planeamento para a implementação no terreno.
A Cooperação Portuguesa coloca grande ênfase no apoio à adaptação climática, que representa mais de metade do valor desembolsado nos últimos anos em matéria de financiamento climáticos aos países em desenvolvimento.
O projeto de cooperação delegada UE FRESAN - Fortalecimento da Resiliência e da Segurança Alimentar e Nutricional em Angola, o projeto de cooperação triangular TRICAFE em Moçambique ou o projeto SISTEMAS AGROFLORESTAIS – Agroecologia e Biodiversidade em Santo Antão, desenvolvido pela ONGD ADPM em Cabo Verde, constituem exemplos da iniciativas de adaptação climática apoiada pela Cooperação Portuguesa.
A promoção da ação climática e da transição verde constitui uma das áreas-chave da Cooperação Portuguesa, conforme está inscrito na Estratégia da Cooperação Portuguesa 2030.