No dia 16 de março de 2026 iniciou-se, em Luanda, o Workshop Técnico de apresentação do projeto Iniciativa para uma Economia Azul Sustentável e Estratégica em Angola, que irá decorrer até 20 de março, e que marca a primeira ação pública desta iniciativa.
O projeto é financiado pela União Europeia e implementado por um consórcio liderado pela agência espanhola de cooperação, contando ainda com a gestão do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., da Expertise France e da FAO (Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura). No âmbito desta iniciativa, o Camões, I.P. assume a responsabilidade pela Componente 1, dedicada à gestão sustentável dos recursos e ecossistemas marinhos.
O evento foi presidido pela Ministra das Pescas e Recursos Marinhos de Angola, Carmen Neto dos Santos, que destacou que o projeto pretende impulsionar o aumento da produção pesqueira, promover a sustentabilidade do setor e reforçar a proteção dos oceanos e dos ecossistemas marinhos. Sublinhou ainda que o projeto deverá gerar benefícios económicos e sociais significativos, sobretudo no domínio da pesca artesanal, ao incluir medidas de apoio direto às comunidades que dela dependem.
O Embaixador de Portugal em Angola, Nuno Mathias, enfatizou a forte relação bilateral entre os dois países, afirmando que “Portugal e Angola partilham uma longa história de cooperação, confiança e proximidade institucional”. Acrescentou que, ao longo dos anos, têm sido desenvolvidas diversas iniciativas conjuntas nos domínios do mar, da formação e da investigação científica, refletindo uma parceria sólida e orientada para o futuro. Valorizou a participação de várias instituições públicas portuguesas, nomeadamente a Direção-Geral de Política do Mar, a Direção-Geral de Recursos Naturais, Segurança e Serviços Marítimos e o Instituto Português do Mar e da Atmosfera, que contribuem com a sua experiência técnica e científica na gestão sustentável dos oceanos.
O workshop contou ainda com intervenções da Embaixadora da União Europeia, bem como dos Embaixadores de Espanha e de França e de uma representante da FAO, perante uma audiência composta por diretores e técnicos de instituições públicas angolanas, incluindo representantes de todos os governos provinciais e de entidades de investigação.
