Assinala-se, a 22 de maio, o Dia Internacional da Biodiversidade, cujo tema em 2026 é “Ação local, impacto global”, temática que reflete a perspetiva da ação da Cooperação Portuguesa neste domínio, sobretudo na dimensão bilateral junto dos principais parceiros da Cooperação Portuguesa – os PALOP e Timor-Leste.
A perda de biodiversidade é uma das três grandes crises à escala global, a par das alterações climáticas e da poluição. São vários os projetos que a Cooperação Portuguesa tem apoiado, nomeadamente através do PROGEA - Programa Governação e Ambiente para o Desenvolvimento nos domínios da Ação Climática e Transição Verde Justa e da Conservação da Biodiversidade. Este Programa, cofinanciado pelo Camões - Instituto da Cooperação eda Língua, I.P., visa contribuir para a promoção da sustentabilidade e resiliência nos domínios da ação climática e transição verde justa e da conservação da biodiversidade. Destacam-se o projeto “Uma Costa Próspera de Elefantes”, para promover o desenvolvimento harmonioso das comunidades locais e a conservação da biodiversidade no Parque Nacional de Maputo, em Moçambique; o projeto #IlhasMais dinamizado pela Sociedade Portuguesa Para o Estudo das Aves (SPEA), para capacitar as organizações da sociedade civil (ONGA) de São Tomé e Príncipe e de Cabo Verde, no reforço das suas capacidades técnicas e organizativas, para que estas fiquem mais habilitadas para desenvolver ações de conservação dos habitats e das aves.
Na linha de cofinanciamento de Projetos de Cooperação para o Desenvolvimento de ONGD do Camões, I.P., importa referir vários projetos que têm o foco na conservação da biodiversidade, de que o projeto “Conservação das tartarugas marinhas pelas comunidades costeiras da ilha de São Tomé”, desenvolvido pela Associação Programa Tatô, é um bom exemplo dos esforços de conservação da biodiversidade marinha, envolvendo as comunidades locais.
Importa, ainda, assinalar neste âmbito que em 2025 a Cooperação Portuguesa apoiou financeiramente a Coligação SIDS pela Natureza. Estabelecida por ocasião da COP15 da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica, Portugal foi um dos primeiros países a endossar o apoio a esta coligação dos Pequenos Estados Insulares em Desenvolvimento (SIDS, na sigla na língua inglesa), que tem como objetivo promover a conservação da importante biodiversidade terrestre e marinha dos estados insulares.
A Estratégia da Cooperação Portuguesa 2030 identifica a Biodiversidade como uma linha de ação prioritária (5B) no pilar “Planeta”.
Saiba mais sobre a Coligação SIDS pela Natureza aqui.
Foto: © Programa Tatô