Portugal marcou presença no SIEL (Salon International de l’Édition et du Livre) de Rabat, em Marrocos, com um programa que celebrou a riqueza e a diversidade da língua portuguesa. Entre 1 e 10 de maio de2026, o stand de Portugal convidou o público a participar em encontros literários, oficinas de tradução e ilustração, e também em leituras dedicadas aos 30 anos da CPLP - Comunidade dos Países de Língua Portuguesa.
O Dia Mundial da Língua Portuguesa foi igualmente celebrado no SIEL, tanto no stand de Portugal como no salão de conferências, com uma conversa entre o escritor e jornalista José Rodrigues dos Santos e o seu tradutor marroquino Said Benabdelouahed.
As celebrações continuaram na Villa des Arts, com uma sessão solene onde estiveram vários convidados para assistir aos discursos dos Embaixadores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Portugal e São Tomé e Príncipe. Seguiram-se o concerto do guitarrista Pedro Jóia e uma receção onde estiveram representadas as gastronomias dos países da CPLP participantes.
No dia 10 de maio, Isabel Rio Novo esteve também no SIEL para a conferência "Da escrita à tradução: um diálogo luso-marroquino", que incidiu sobre a sua recente biografia de Luís Vaz de Camões, "Fortuna, Caso, Tempo e Sorte".
No dia 11 de maio, a autora portuguesa marcou também presença no Auditório Charif Al Idrissi da Reitoria da Universidade Mohammed V, em Bab Rouah, para a conferência magna subordinada ao tema: "Processos de escrita: narrativas com princípio, meio e fim", no quadro das comemorações do Dia Mundial da Língua Portuguesa e do 30.º aniversário da CPLP.
Nesse mesmo dia, os Embaixadores de Angola, Brasil, Cabo Verde, Guiné-Bissau e Portugal discursaram brevemente e foram acolhidos pelo Decano da Faculdade, Zakaria Boudhim, ao que se seguiram ofertas de livros à biblioteca do Camões - Centro de Língua Portuguesa em Rabat por parte das Embaixadas de Angola, Brasil e Cabo Verde.
Os estudantes da licenciatura em Estudos Portugueses e os professores do Departamento de Português organizaram ainda uma exposição de pintura, encenaram uma adaptação do “Auto da Barca do Inferno”, do dramaturgo quinhentista português Gil Vicente, e encerraram as comemorações com leituras de poemas de sua autoria.
Estas iniciativas contaram com o apoio do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P.




