Portugal e a SEGIB anunciam um milhão de euros para a segunda convocatória do Fundo de Cooperação Triangular Portugal, América Latina e África

Publicado em quinta-feira, 05 fevereiro 2026 14:57

Portugal e a Secretaria-Geral Ibero-americana (SEGIB) anunciaram no dia 5 de fevereiro de 2026 o lançamento da segunda convocatória do Fundo de Cooperação Triangular Portugal–América Latina–África, que contará com um milhão de euros para promover projetos nas áreas da educação, saúde, alterações climáticas, segurança alimentar, transformação digital e desenvolvimento económico, com especial enfoque no emprego jovem e na formação profissional. A convocatória abrir-se-á no dia 6 de abril de 2026.

O anúncio foi feito pela Secretária de Estado dos Assuntos Estrangeiros e da Cooperação de Portugal, Ana Isabel Xavier, durante a apresentação dos resultados dos seis projetos de cooperação horizontal impulsionados na primeira edição do Fundo, nos quais estão envolvidos países da Ibero-América e de África.

“A segunda convocatória deste fundo é um sinal claro de continuidade, previsibilidade e ambição, que permitirá consolidar resultados, ampliar parcerias e aprofundar o impacto da Cooperação Triangular. Porque este não é apenas um instrumento financeiro; é um instrumento político, um instrumento de confiança, de responsabilidade partilhada e de visão estratégica, alinhado com a Agenda 2030 e com o compromisso de não deixar ninguém para trás. Em nome do Governo português, reafirmo o nosso pleno compromisso político com este Fundo”, afirmou Xavier.

O Secretário-Geral Ibero-americano, Andrés Allamand, reafirmou a aposta da SEGIB com este instrumento de cooperação, como uma forma de afiançar o multilateralismo, destacando o seu valor para fortalecer alianças interregionais e avançar rumo a modelos de desenvolvimento mais inclusivos e sustentáveis. Assim mesmo, elogiou o papel que Portugal desempenha para a Ibero-América como porta para África.

Os projetos impulsionados na primeira edição do Fundo envolveram um total de onze países de ambos os lados do Atlântico: sete ibero-americanos (Brasil, Portugal, Argentina, Uruguai, Colômbia, Peru e México) e quatro africanos (São Tomé e Príncipe, Angola, Moçambique e Cabo Verde).

Desde o trabalho em biodiversidade e sustentabilidade, até à formação de pessoal de saúde, educação e cultura, passando pela inclusão digital e reutilização responsável de recursos, as iniciativas refletem o potencial da Cooperação Triangular para responder com soluções reais a problemas comuns em diferentes pontos do planeta, através da articulação de diversos atores provenientes da Ibero-América e dos Países Africanos de Língua Oficial Portuguesa (PALOP).

A iniciativa de estudo sobre a bioagrodiversidade do cacau, lançada em São Tomé e Príncipe, na qual participaram especialistas da Colômbia e de Portugal, serviu — por exemplo — para impulsionar o desenvolvimento sustentável na ilha africana e ajudar a fortalecer as organizações campesinas do país andino. Por sua vez, o projeto de roupa em segunda mão e economia circular colocou em contacto instituições do México, Portugal e Moçambique, com o objetivo de formar agentes locais nos países de ambas as regiões, enquanto a parceria entre Portugal, Argentina e São Tomé implementou um plano de transformação digital na ilha do Príncipe.

“Os projetos apoiados demonstram a capacidade do Fundo para gerar confiança, fomentar a inovação e produzir resultados com impacto local”, salientou a Presidente do Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I.P., Florbela Paraíba.

Por sua parte, a Secretária para a Cooperação Ibero-americana, Lorena Larios, sublinhou que o Fundo é uma valiosa ferramenta que aproxima a América Latina e o continente africano em múltiplos desafios comuns, como a luta contra a desigualdade, as alterações climáticas ou uma digitalização inclusiva. ‘Faz-no, além disso, a partir de um modelo de cooperação baseado na horizontalidade e na criação de sinergias entre regiões. Esta primeira edição serve também para afiançar uma narrativa positiva da cooperação para o desenvolvimento num mundo onde essa cooperação é questionada”, concluiu.

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Créditos: SEGIB

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